Ensino de Engenharia e Aprendizagem Prática

Disciplina do nosso maker, Professor André M Santana, usa abordagem prática para o ensinamento de união de materiais.

Alguém aprende a solucionar um cubo mágico, por curiosidade e desejo próprio. Criar o interesse em saber mais daquilo que se quer aprender é algo natural, por outro lado, esse desejo dificilmente surge quando o assunto é pouco instigante, ainda mais quando é tratado de forma sistemática.

André M. Santana,  integrante do LITE e professor da UNIVALI, acredita que a maneira com que o conhecimento é propagado pode ser a peça chave que separa o desinteresse da vontade de aprender.

Como professor da disciplina de Elementos de Máquina , no curso de Engenharia Mecânica , fez com que os estudantes do 4° período, transformassem seu conhecimento em algo que tivessem interesse em criar e pudesse ter utilidade fora da sala de aula, onde além de aprender, conseguissem botar em prática seus conhecimentos adquiridos durante a disciplina, que na maioria das vezes é tratada como algo teórico e pouco prático.

Para que isso acontecesse, o André Santana pediu que seus estudantes criassem um objeto que solucionasse um problema do dia a dia, o único requisito da atividade era que utilizassem pelo menos um dos processos de fixação: soldagem, adesivagem ou rebitagem. No contexto da disciplina, deveriam dimensionar os elementos de união para a aplicação que desejassem.

O foco, por trás do trabalho é que o estudante identifique uma necessidade, investigue-a, pense em uma solução, crie a solução e a compartilhe. André Santana não acha que a  engenharia deve ser tão exata, defende a ideia de que podemos deixar de nos preocupar apenas com os resultados de uma criação e dar valor para o seu processo de desenvolvimento, dessa forma , a etapa de criação  tem um ganho maior, por isso deveria ter como base algo que os estudantes gostassem de fazer, para que se sentissem satisfeitos não só em ter criado, mas em estar criando.

“Esse trabalho tinha um proposito mais palpável, não só comprovar que eu tinha conhecimento, o que fiz quebra os limites da sala de aula.” Explica Larissa, estudante da disciplina.

Os trabalhos foram um sucesso, as equipes de estudantes realizaram a apresentação de suas ideias , e com elas, o sentimento de missão cumprida.

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Aquecedor de Café/Chimarrão – Alex Ratico & Desiree

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Mesa para Estudos na Cama – Yago & Gustavo

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Suporte para Botijão de Gás – André & Edgard

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Carregador de Celular DIY – Larissa & Alex Bruno

“Oque mais me motivou no trabalho foi poder criar um objeto que eu queria e toda a liberdade para cria-lo” -Larissa

Dessa forma, André conseguiu levar um pouco da cultura do LITE para dentro das salas de aula, difundindo a ideia de que aprender pode e deve ser divertido.

 

( Novos trabalhos serão apresentados e iremos fazer a atualização da matéria )

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